astrolabio.tucupira.com.brasil

Sobre essa obra

O CD astrolabiotucupira.com.brasil é o segundo projeto, lançado em 2000, que marca a busca do Mawaca pela ancestralidade das musicalidades originárias e migrantes reunindo canções de culturas que ampliam a geografia musical, através de músicas que chegaram ao Brasil nas várias ondas migratórias ao longo dos tempos, como a japonesa, a italiana, a judaica e a árabe. Esse projeto recria as tantas diversidades culturais que formam as identidades mestiças, atiçadas pelo tucupi, trazidas pelos ventos do oriente.

Dentre as 19 faixas do CD astrolabio tucupira.com.brasil destacam-se canções como Ladainhas, uma fusão entre um pastoril do Nordeste com um tema anônimo medieval; Ó de casa, canto de congada do interior de São Paulo; Koitchangaré, canto antropofágico dos Paiter Suruí; um divertido Cacuriá com a participação especial de Tião Carvalho, o canto das mulheres que maçam o linho Maçadeiras e a cantiga afro-brasileira Cangoma, imortalizada na década de 70 por Clementina de Jesus. Net medieval. Tramas étnicas. Links ancestrais. 

A união do canto e a percussão fazem papel importante neste CD que apresenta uma parceria inusitada dos Meninos do Morumbi  com o vocal das cantoras do grupo nas faixas Tambores de Mina, Maracatus  criando um som forte e suingado. 

Em contrapartida, Nana D’Aitoni apresenta a o lado lírico e suave resultante dessa união, através da cantiga de ninar da Córsega em canto solo de Angélica Leutwiller apenas acompanhado de um berimbau, tocado magistralmente por Armando Tibério. E na teia da delicadeza um cantiga infantil japonesa que se mescla a uma cantiga brasileira, Nihon Pizzi 

E destaque especial para a participação da cantora portuguesa Né Ladeiras nas faixas Alvíssaras e Reis, trazendo ares de um Portugal popular para esse CD.

Cantoras

Angélica Leutwiller – voz
Sandra Oakh – voz
Cris Miguel – voz
Cristina Guiçá – voz
Magda Pucci – voz
Zuzu Leiva – voz
Susie Mathias – voz

Instrumentistas

Instrumentistas
Gabriel Levy – acordeom
Ramiro Marques – sax soprano e tenor
Ana Eliza Colomar – flauta e cello
Armando Tibério – tablas, cajon, derbak, alfaia e pratos
Valéria Zeidan – vibrafone, frame drum e pandeirão Itamar Vidal – clarone Luis antonio Ramoska Fagote
Luis António Ramoska Fagote

Participações especiais

Adriana Maresca (violino), Célio Barros (baixo), Eduardo Contreta (percussão), Meninos do Morumbi, Nè Ladeiras, e Tião Carvalho.

Galeria de Fotos da Obra

Encarte do Disco

Créditos

Produção Musical: Magda Pucci

Gravação: André Magalhães, Manno Penna e Marco Nogueira
Gravado no Estúdio  Zabumba 1999 e 2000

Mixagem: André Magalhães 

Masterização: Carlos Freitas – Classic Master

Design Encarte: Luciano Pessoa

Concepção do Encarte: Itamar Vidal, Magda Pucci e Luciano Pessoa

Textos: Magda Pucci

Revisão Textos em Inglês: Regina Juvenal

Produção: Ethos Produtora de Arte e Cultura Ltda.

Fotos da Capa:  Itamar Vidal (Rupestres e  Grafite);  Imagem Rupestre – Sítio Lajedos de Soledade – Apodi – RN  – Brasil; Grafite na Av. Sto Amaro – São Paulo – 1999

Manifesto

EcoMúsica

um canto pela vida

Há uma floresta que respira dentro de nós.
Há rios que correm pelas nossas veias.
Há cantos que vêm de muito antes de nós
e que guardam a memória da Terra.

Quando uma árvore cai, não cai apenas uma árvore.
Cai uma morada, um alimento, uma história.

Quando um rio adoece, adoecem também os povos que dele vivem.
Quando um povo perde seu território,
o mundo inteiro perde um pouco de sua humanidade.

Por isso, precisamos caminhar ao lado dos povos indígenas,
aliar nossas vozes às suas vozes,
reconhecer seus saberes, respeitar seus territórios
e aprender outras maneiras de habitar o mundo.

Queremos rios livres, florestas de pé,
terras indígenas demarcadas, povos respeitados.
Queremos que a diversidade da vida
seja tão valorizada quanto a liberdade de pensar,
de cantar, de discordar e de sonhar.

Porque a democracia também é isso:
a possibilidade de muitas vozes coexistirem,
sem que uma queira calar todas as outras.

Dizemos não à intolerância,
ao silenciamento, à violência
e à perda de direitos conquistados com tanta luta.

Hoje, cantamos pela floresta,
pelos povos originários,
pelas águas, pelos pássaros
e por todos aqueles que ainda virão.

Que a nossa música não seja apenas beleza,
mas também memória, cuidado e compromisso.

E que, diante das escolhas que definem nossos caminhos,
saibamos reconhecer o valor de cada conquista,
a responsabilidade de cada voto
e a importância de não permitir retrocessos.

Que possamos seguir construindo um país
onde a vida seja digna,
a natureza respeitada,
a diversidade acolhida
e o futuro sustentável para todos.

Porque cuidar da democracia,
caminhar ao lado dos povos da Terra
e defender os direitos de todos
é cuidar da vida que queremos deixar
para as próximas gerações.

🎊 Três décadas de Mawaca!

Uma página especial para comemorar nossos 30 anos de estrada.

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