Pra todo canto

Sobre essa obra

Neste quarto projeto, o Mawaca recria formas ancestrais e incorpora temas sonoros de diversas partes do mundo, numa inventiva teia musical, chamada pelo grupo de “tramas étnicas”. Como pano de fundo dessa produção musical, côcos e cordéis nordestinos, mantras indianos, cangomas afro-brasileiras, horos búlgaros, criando uma verdadeira mandala sonora.  

Pra todo canto apresenta temas como Cangoma, o canto afro-brasileiro registrado pela primeira vez por Clementina de Jesus, o clássico português As Sete Mulheres do Minho, do compositor e poeta português Zeca Afonso – faixa que conta com a colaboração do premiado baixista Célio Barros. 

Foram regravados dois temas: Kali e Salam!, originalmente criados para o terceiro CD Os Lusíadas. Kali, uma oração para a poderosa esposa da divindade hindu – transformou-se num inusitado rap indiano tendo a participação especial de Ratnabali Adhikari e  Salam!, expressão muçulmana que significa paz, curiosamente, foi gravada em 11 de setembro de 2001. 
E assim aconteceu, com esse projeto, o grupo percorreu muitos lugares no Brasil, e foi selecionado para participar da Womex na Espanha.

Lançado como CD em 2004 e em DVD em 2005, esse projeto celebra os 10 anos do Mawaca, consolidando sua carreira. Segundo Magda Pucci, “pra todo canto queremos ir, com esses temas tão antigos e ao mesmo tempo tão atuais. Eles formam uma teia intrincada de elementos que se entrecruzam constantemente desde o primeiro CD. Nada a ver com a globalização, apenas a vida como ela é, resultado de misturas, encontros, desencontros e pontes entre pessoas e mundos”

Instrumentistas

Gabriel Levy – acordeom
Ana Elisa Colomar – flauta e cello
Cíntia Zanco – violino
Ramiro Marques – sax soprano e sax tenor
Valéria Zeidan – vibrafone, bendir, pandeiros (bodhran, bendir, pandeirão do Maranhão e tambureta italiana), zabumba, djembé, cajon, gongos e pratos.
Armando Tibério –  tablas indianas, congas, alfaia, caixa clara, pandeiro, xequerê, pratos e gongos.

Cantoras

Angélica Leutwiller – voz
Sandra Oakh – voz
Cris Miguel – voz
Cristina Guiçá – voz
Magda Pucci – voz
Zuzu Leiva – voz
Susie Mathias – voz

Participações especiais

Célio Barros – baixo em Salamalekum,, Sete Mulheres e Eh boi!
Camila Bomfim – baixo em Ahkoi te e Suuret Já Soriat
Clara Bastos – baixo em Bre Petrunko
Thomas Howard – violão em Tango dos Chavicos e Coco Acometado
Marcus Santurys – cítara em Pra Qualquer Santo, Kalika e Gayatri Mantra
Beto Birger – baixo em Pra qualquer santo
Paulo Bira – baixo em Tango dos Chavicos, Coco Acometado, Soran Bushi e Et dodim, Lamidbar

Galeria de Fotos do Espetáculo

Encarte do Disco

Créditos

Concepção, arranjos e direção musical: Magda Pucci  
Produção Musical: Pekka Lehti e Magda Pucci
Gravação: Gustavo Breier e  KK Akamine  
Mixagem e Masterização:  Estúdio Finnvox (FI) 
Filmagem e Edição: Paiol Filmes
Estúdio: NaCena 

Design de Luz: Miló Martins e Gita  Govinda
Figurinos: Jessica Vidal 
Arte e Design: Adriano Carvalho
Textos e pesquisa: Magda Pucci
Produção: Ethos Produtora de Arte e Cultura – Giovanna Almeida,  Glaucia Paschoal e Yasmine Zaitune

CD Pra todo canto Gravado nos estúdios Domínio Digital e Zabumba e Loop entre maio de 2003 e fevereiro de 2004

Mixado por André Magalhães no Estúdio Zabumba em março de 2004

Masterização: Classic Master 

Consultoria Jurídica: Mauro Falsetti

 Produção musical: Magda Pucci

Designer Encarte: Luciano Pessoa

Produção Executiva: Ethos Produtora de Arte e Cultura

Selo – Ethos Music – Voice Print

Agradecimentos:

Catarino Sebirop, Betty Mindlin, Marlui Miranda, André Magalhães do Zabumba, Giovana de Almeida, Kiko Araújo, Auri Paula dos Anjos, Arnaldo,

Manifesto

EcoMúsica

um canto pela vida

Há uma floresta que respira dentro de nós.
Há rios que correm pelas nossas veias.
Há cantos que vêm de muito antes de nós
e que guardam a memória da Terra.

Quando uma árvore cai, não cai apenas uma árvore.
Cai uma morada, um alimento, uma história.

Quando um rio adoece, adoecem também os povos que dele vivem.
Quando um povo perde seu território,
o mundo inteiro perde um pouco de sua humanidade.

Por isso, precisamos caminhar ao lado dos povos indígenas,
aliar nossas vozes às suas vozes,
reconhecer seus saberes, respeitar seus territórios
e aprender outras maneiras de habitar o mundo.

Queremos rios livres, florestas de pé,
terras indígenas demarcadas, povos respeitados.
Queremos que a diversidade da vida
seja tão valorizada quanto a liberdade de pensar,
de cantar, de discordar e de sonhar.

Porque a democracia também é isso:
a possibilidade de muitas vozes coexistirem,
sem que uma queira calar todas as outras.

Dizemos não à intolerância,
ao silenciamento, à violência
e à perda de direitos conquistados com tanta luta.

Hoje, cantamos pela floresta,
pelos povos originários,
pelas águas, pelos pássaros
e por todos aqueles que ainda virão.

Que a nossa música não seja apenas beleza,
mas também memória, cuidado e compromisso.

E que, diante das escolhas que definem nossos caminhos,
saibamos reconhecer o valor de cada conquista,
a responsabilidade de cada voto
e a importância de não permitir retrocessos.

Que possamos seguir construindo um país
onde a vida seja digna,
a natureza respeitada,
a diversidade acolhida
e o futuro sustentável para todos.

Porque cuidar da democracia,
caminhar ao lado dos povos da Terra
e defender os direitos de todos
é cuidar da vida que queremos deixar
para as próximas gerações.

🎊 Três décadas de Mawaca!

Uma página especial para comemorar nossos 30 anos de estrada.

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