Mawaca Plus

Sobre essa obra

O primeiro álbum do Mawaca lançado em 1997, com a primeira formação do grupo que conta com faixa multimídia sobre a pesquisa musical do grupo, lançado em 1998. Explorando ao máximo as inúmeras possibilidades tímbricas entre vozes e instrumentos, novos arranjos foram criados a partir do estudo de músicas tradicionais, conduzindo a caminhos originais cuja tônica principal é a criação e não apenas uma ‘busca das origens de cada canção´.


Quando se entra em contato com canções dos quatro cantos do mundo, percebe-se a existência de elos, fios musicais que resultam num magnífico mosaico sonoro. Estas são as conexões que o Mawaca procura estabelecer, ressaltar e desvendar neste álbum inaugural.

 

No repertório desse CD, destaque para a balada irlandesa The Star of Slane,   com solo de Fabiana Lian; cantiga de ninar africana Allunde, Alluyá que se mescla com a canção Murucututu; a cantiga tradicional japonesa Hotaru Koi e Zemer Atik  canto que celebra as tradições hebraicas. O CD abre com a faixa Tula Sabo que apresenta uma polirritmia característica de Gana

Há duas composições instrumentais de Magda Pucci Sopros do Oriente e À la Rabih, que revelam inspiração da música árabe. 

O bônus track conta ainda com Toada de Nanã – orixá da terra e das profundezas, com solo de fagote e clarone; The Hiring Fairs Of Ulster, uma balada de rua irlandesa, Tutu Évora que é uma versão de Tutu Marambá em ritmo cabo verdiano, com solo de Chris Mariano,   e Tula Sabo, um tema tradicional de Gana em uma versão remixada por Miguel Barella.

Instrumentistas:

Luis Antonio Ramoska – fagote
Atílio Marsíglia –  violino
Cíntia Zanco – violino 
Daniel Cornejo – clarinete
Gabriel Levy – acordeom
Itamar Vidal – clarone
Ramiro Marques – sax soprano
Armando Tibério – tablas e caxixi
Dalga Larrondo – zarb, vaso, dulcimer e bendir 

Cantoras:

Christiane Mariano
Fabiana Lian
Magda Pucci
Marta Espírito Santo
Marcia Dib
Rosana Araújo
Viviane Querino
Zuzu Leiva

Participações especiais

Eduardo Contrera – mbira e vaso
Marco Monteiro – mbira, marimba e efeitos de percussão
André Juarez – vibrafone
Pixu – talking drum
Magda Pucci – piano, balafon, koto e pau de chuva
Tamie Kitahara – koto
Danilo Tomic – Shakuhachi
Nazaré – zabumba e pandeiro, triângulo e agogô
Miguel Barella – didjeridu
Sérgio Basbaum – bandolim
Giba – baixolão
Roberto Araújo – oboé e corne inglês

Galeria de Fotos

Encarte do Disco

Créditos

Direção Musical e Pesquisa: Magda Pucci
Pesquisa: Magda Pucci e Kitty Pereira
Gravação e Mixagem: Duca França e Miguel Barella
Gravado no Estúdio 1701, São Paulo

Direção de Arte e Authoring da Faixa Multimídia: Maurício Nacif
Design Capa: Francesco Venosa e Maurício Nacif
Produção: Ethos Produtora de Arte e Cultura 
Criação e Coordenação CD-Rom (faixa multimidia): Magda Pucci

Manifesto

EcoMúsica

um canto pela vida

Há uma floresta que respira dentro de nós.
Há rios que correm pelas nossas veias.
Há cantos que vêm de muito antes de nós
e que guardam a memória da Terra.

Quando uma árvore cai, não cai apenas uma árvore.
Cai uma morada, um alimento, uma história.

Quando um rio adoece, adoecem também os povos que dele vivem.
Quando um povo perde seu território,
o mundo inteiro perde um pouco de sua humanidade.

Por isso, precisamos caminhar ao lado dos povos indígenas,
aliar nossas vozes às suas vozes,
reconhecer seus saberes, respeitar seus territórios
e aprender outras maneiras de habitar o mundo.

Queremos rios livres, florestas de pé,
terras indígenas demarcadas, povos respeitados.
Queremos que a diversidade da vida
seja tão valorizada quanto a liberdade de pensar,
de cantar, de discordar e de sonhar.

Porque a democracia também é isso:
a possibilidade de muitas vozes coexistirem,
sem que uma queira calar todas as outras.

Dizemos não à intolerância,
ao silenciamento, à violência
e à perda de direitos conquistados com tanta luta.

Hoje, cantamos pela floresta,
pelos povos originários,
pelas águas, pelos pássaros
e por todos aqueles que ainda virão.

Que a nossa música não seja apenas beleza,
mas também memória, cuidado e compromisso.

E que, diante das escolhas que definem nossos caminhos,
saibamos reconhecer o valor de cada conquista,
a responsabilidade de cada voto
e a importância de não permitir retrocessos.

Que possamos seguir construindo um país
onde a vida seja digna,
a natureza respeitada,
a diversidade acolhida
e o futuro sustentável para todos.

Porque cuidar da democracia,
caminhar ao lado dos povos da Terra
e defender os direitos de todos
é cuidar da vida que queremos deixar
para as próximas gerações.

🎊 Três décadas de Mawaca!

Uma página especial para comemorar nossos 30 anos de estrada.

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