30 anos Mawaca: Uma jornada pelas vozes pelo mundo.

Três décadas. Trinta anos tecendo a tapeçaria sonora do planeta com fios de todas as cores, texturas e tradições. O Mawaca não apenas canta: ele celebra, narra, encanta e, principalmente, conecta, cria pontes entre culturas. 

Desde 1995, embarcamos numa viagem movida pelo amor à diversidade sonora mundial. Recriar canções de povos mil, dar-lhes nova roupagem e apresentá-las ao público sempre foi mais que um trabalho; foi um ato de celebração e resistência. Uma paixão que ecoou em palcos nacionais e internacionais, erguendo pontes sonoras onde antes havia o silenciamento de tantas vozes.

Cada show é uma jornada. Cada disco, um passaporte repleto de histórias cantadas em vários idiomas. Foram canções de todos os cantos com arranjos inovadores e, claro, a energia contagiante do público que nos carregou até aqui.

Este marco é nosso, mas é também de todos que fizeram parte desta grande ciranda. Agradecemos a cada artista que trouxe sua história, a cada parceiro que abriu caminhos e a você, que ouve e dança com a gente, fortalecendo esse coro plural.

A viagem não para. O mundo ainda tem muitas canções para desvendar, e nós seguimos com os ouvidos atentos e o coração aberto, prontos para os próximos capítulos.

Viva a música! Viva a diversidade! Viva o Mawaca!

Singles:

Gravadas no Estúdio Arsis, pelo brilhante Adonias Jr. essas faixas são um presente para nossos fãs. Juntas, são um microcosmo do DNA do grupo: celebrar as músicas do planeta,  fazer reverberar as tradições do mundo, e destacar as histórias que precisam ser ouvidas, sempre com arranjos inventivos que criam pontes e conversam diretamente com o coração e os pés do nosso tempo.

Videoclipes & Registros: Um Presente em forma de imagem e som.

A celebração dos 30 anos do Mawaca ganha ainda mais cores e movimentos com o lançamento de uma série especial de videoclipes e registros audiovisuais, realizados pela Bari Filmes.

PLAYLIST: 30 ANOS MAWACA

4 Vídeos

Galeria 30 Anos:

Coleção Comemorativa 30 Anos Mawaca:

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Shows 30 Anos do Mawaca:

Há 30 anos, o Mawaca percorre um caminho sonoro que conecta culturas, tradições e histórias. Para celebrar essa trajetória, o grupo apresenta seu novo espetáculo, inspirado no conceito das Songlines ou “trilhas dos cantos” – um elemento central na cultura dos povos aborígenes australianos.

Para esses povos, cada canto descreve uma rota específica no território, marcada por características geográficas, funcionando tanto como mapa prático quanto como guia espiritual. Cantando, não apenas navegam pela terra, mas também fortalecem sua conexão com os ancestrais e com o cosmos.

Inspirado por essa ideia, o Mawaca traça seus próprios “rastros dos cantos”, revisitando melodias e narrativas de diversos povos que ecoam em sua história.

Ao longo de três décadas, o grupo tem cantado em mais de 25 línguas, e agora apresenta um repertório que atravessa caminhos, trilhas e rotas marcadas por narrativas únicas. O espetáculo levanta questões universais sobre a relação do ser humano com o território, a importância das histórias das pessoas que nele vivem e a busca por equilibrar tradições ancestrais com as inquietações do mundo moderno.

Com convidados especiais, releituras de músicas antigas e a apresentação de inéditas, este show é uma celebração da diversidade e da conexão entre vozes, tempos e territórios.

Sesc Campinas

Show Cantos dos Sonhos

Inspirado nas songlines aborígenes, o espetáculo percorre cantos de diferentes povos, revelando trilhas sonoras que conectam tradição e contemporaneidade.
 
06/03 Sexta | 20h

Cine Theatro de Variedades Carlos Gomes - Santo André

Show Nama Pariret

Show dedicado a cantos femininos de diferentes culturas do mundo, reunindo vozes e percussão em uma escuta coletiva potente e sensível.
 
08/03 Domingo | 19h30

Feed das Redes Sociais do Grupo Mawaca:

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Kaprolin

Kaprolin:

A música Kaprolin, do compositor francês Philippe Kadosch, recria os sons de uma língua ancestral, transformando símbolos milenares em música.

Com novo arranjo de Alexandre Mihanovich para a formação completa do Mawaca, essa gravação funde a criação contemporânea com a ancestralidade da Escrita Linear B — o mais antigo registro do grego, usado entre os séculos XV e XII a.C. Kadosch tece melodias que se contrapõem e se cruzam, criando uma tapeçaria sonora de beleza única.

Duerme Negrito:

Essa cantiga de ninar é um verdadeiro tesouro caribenho, que cruzou mares e montanhas até ser recolhido pelo músico argentino Atahualpa Yupanqui. De Cuba para o mundo, ecoou depois nas vozes de Víctor Jara, Mercedes Sosa, Nana Mouskouri e tantos outros intérpretes.

No arranjo de Magda Pucci, entrelaçam-se as vozes das sete cantoras com o acordeom, o  violoncelo e o contrabaixo, tecendo um clima intimista de um momento em que uma mulher embala o filho de outra, porque a mãe está ausente, trabalhando duramente no campo.  E assim, entre promessas de comidas que jamais poderia comprar, a canção de ninar revela, com delicadeza, a realidade de um mundo construído sobre ombros fatigados.

É um lamento suave e resistente, um verso poético que carrega o peso secular do trabalho e da resiliência das mulheres negras, entoando tanto uma dor histórica quanto um infinito afeto que a resistência não foi capaz de apagar.

Barlovento:

O arranjo de Gabriel Levy para esse canto afro-venezuelano mescla as batidas sincopadas das congas cubanas e dos tambores sabar e palongo senegaleses a sopros incisivos, baixo acústico e um acordeão vibrante, criando uma paisagem sonora rica e pulsante, remetendo à  Curiepe na Venezuela. A voz da cantora venezuelana Fran Castelar entrelaça-se aos vocais do Mawaca, tecendo um diálogo potente entre a ancestralidade e a contemporaneidade. 

Cantada em crioulo afro-venezuelano, “Barlovento” celebra os corpos dançantes nas festas de San Juan onde a música se ergue como instrumento de resistência. Essa música revela ao Brasil a herança africana invisibilizada na Venezuela e reafirma o tambor como linguagem viva da liberdade. 

Mercedita:

Mercedita, um clássico atemporal da música popular argentina, ganha uma nova vida na interpretação do Mawaca.

Com raízes profundas no chamamé, gênero nascido no coração do Corredor Guarani – região que abrange o nordeste da Argentina, o Paraguai e partes do Uruguai e do sul do Brasil – a canção transcendeu se tornou parte fundamental do cancioneiro fronteiriço.

A história da música é tão cativante quanto sua melodia. Composta por Emilio Chamorro, ela surgiu como uma declaração de amor não correspondida por Mercedes Khalov uma jovem por quem o músico se apaixonou em Santa Fé.

No Rio Grande do Sul, “Mercedita” recebeu adaptações em português, mas na releitura do Mawaca, o arranjo assinado por Magda Pucci  faz uma escolha significativa: mantém a letra original em espanhol nas vozes das sete cantoras do grupo.

Mó Lì Hua/Yemanjá:

Essa gravação funde organicamente um canto tradicional chinês (“Mó lì  hua”) com uma toada de babassuê (“Yemanjá”) coletada por Mário de Andrade nos anos 1930.

A música, apresentada pelo Mawaca em 24 shows na Expo Xangai 2010, exemplifica a essência do grupo: unir culturas através da música, criando um diálogo entre o Extremo Oriente e as tradições afro-brasileiras. Sob a batuta de Magda Pucci, que assina um arranjo orgânico e criativo, as duas melodias se entrelaçam com rara sensibilidade.

As melodias se entrelaçam, conversam, complementam e harmonizam, criando uma obra que é, ao mesmo tempo, ancestral e contemporânea. 

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