Mawaca libera mais um vídeo na internet

O canal do Mawaca no Youtube acaba de ganhar mais um vídeo que o grupo produziu para o seu último CD/DVD, ‘Inquilinos do Mundo’.

O sétimo projeto do grupo apresenta melodias e ritmos dos povos nômades, refugiados, exilados e ciganos de todo o mundo, e é considerado uma das produções mais audaciosas de toda a carreira do Mawaca. Foi gravado ao vivo no Estúdio NaCena em São Paulo, contou com a produção musical do músico finlandês Pekka Lehti, foi mixado e masterizado no Finnvox na Finlândia, e as imagens do DVD foram dirigidas por Olindo Estevam da Paiol Filmes, sempre com a direção musical de Magda Pucci.

A gravação de ‘Inquilinos do Mundo’ contou também com a participação dos músicos Thomas Howard (violão), Leo Sideratos (bouzouki grego), Beto Angerosa (percussão), Sérgio Serrano (colheres) e Marcelo Pretto (voz).


26Sobre a música Min Bêriya te Kiriye / Grande Poder

Nesta versão, o Mawaca mescla uma canção tradicional de amor do Curdistão, do ativista Sivan Perwer, e um coco de Alagoas, de Mestre Verdelino.

Min Bêriya te Kiriye ficou conhecida pela voz do cantor e ativista Sivan Perwer, com o qual o Mawaca dividiu o placo durante o Fórum Social Mundial no SESC, em 2005.

Embora cative plateias em todo o mundo, Perwer já teve sua música banida do Iraque, Irã e Turquia porque é cantada em curdo, mas sobrevive nos registros em fitas cassetes e CDs pirateados que são passados de mão em mão, pelos milhares de curdos que vivem exilados em vários países da Europa e nos Estados Unidos.

Veja o vídeo:

Outras Postagens

Manifesto

EcoMúsica

um canto pela vida

Há uma floresta que respira dentro de nós.
Há rios que correm pelas nossas veias.
Há cantos que vêm de muito antes de nós
e que guardam a memória da Terra.

Quando uma árvore cai, não cai apenas uma árvore.
Cai uma morada, um alimento, uma história.

Quando um rio adoece, adoecem também os povos que dele vivem.
Quando um povo perde seu território,
o mundo inteiro perde um pouco de sua humanidade.

Por isso, precisamos caminhar ao lado dos povos indígenas,
aliar nossas vozes às suas vozes,
reconhecer seus saberes, respeitar seus territórios
e aprender outras maneiras de habitar o mundo.

Queremos rios livres, florestas de pé,
terras indígenas demarcadas, povos respeitados.
Queremos que a diversidade da vida
seja tão valorizada quanto a liberdade de pensar,
de cantar, de discordar e de sonhar.

Porque a democracia também é isso:
a possibilidade de muitas vozes coexistirem,
sem que uma queira calar todas as outras.

Dizemos não à intolerância,
ao silenciamento, à violência
e à perda de direitos conquistados com tanta luta.

Hoje, cantamos pela floresta,
pelos povos originários,
pelas águas, pelos pássaros
e por todos aqueles que ainda virão.

Que a nossa música não seja apenas beleza,
mas também memória, cuidado e compromisso.

E que, diante das escolhas que definem nossos caminhos,
saibamos reconhecer o valor de cada conquista,
a responsabilidade de cada voto
e a importância de não permitir retrocessos.

Que possamos seguir construindo um país
onde a vida seja digna,
a natureza respeitada,
a diversidade acolhida
e o futuro sustentável para todos.

Porque cuidar da democracia,
caminhar ao lado dos povos da Terra
e defender os direitos de todos
é cuidar da vida que queremos deixar
para as próximas gerações.

🎊 Três décadas de Mawaca!

Uma página especial para comemorar nossos 30 anos de estrada.

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