Mawaca celebra seus 25 anos

O Mawaca celebra 25 anos em 2020, e conta aqui sua história desde os primórdios da banda, até os dias atuais. Muitas águas rolaram! O grupo fez centenas de shows incluindo participações em importantes festivais internacionais e no Brasil, criou intercâmbios com artistas incríveis. Com um olhar voltado para as sonoridades pouco conhecidas do mundo, incluindo minorias étnicas, o Mawaca criou uma carreira sólida fora da cena hegemônica.

EM TEMPOS DE PANDEMIA

Em 2020, teríamos uma série de atividades para celebrar nossos 25 anos de carreira. Iríamos gravar dois novos CDs, participar de um importante festival na Malásia e realizar uma série de shows, dentre outras atividades. Tudo foi suspenso, infelizmente, por causa da pandemia do Covid-19.

NOVOS VÍDEOS NO YOUTUBE

Desde abril, presenteamos nossos fãs com vários vídeos inéditos no nosso canal do YouTube que vocês podem visitar a qualquer momento e dar suas curtidas. Fizemos uma seleção especial nas nossas playlists que você pode compartilhar entre amigos. Não se esqueça de se inscrever no nosso canal!

KAPROLIN

Em agosto de 2020, lançamos o videoclipe da música Kaprolin do compositor francês Philippe Kadosch. Kadosch mapeou os museus parisienses e com muita criatividade colocou as cantoras do Mawaca virtualmente nos quadros desses museus, com imagens gravadas em celulares.  Quer conferir? Clica aqui!

VIDEOCLIPE BELLA CIAO

Em setembro, foi para as redes o videoclipe de Bella Ciao, uma canção emblemática do repertório mundial, onde mostramos a origem dessa música na voz das mondine – mulheres que trabalharam nos arrozais italianos no início do século XX – e que se transformou em um canto pela liberdade no mundo todo em diversas línguas. As imagens foram todas gravadas nas casas dos músicos do Mawaca e teve a edição e montagem da Nascente Filmes. Com arranjo de Magda Pucci, e imagens de arquivos da história dessas mulheres, o vídeoclipe, em poucos dias, ganhou milhares de visualizações.

LIVES

Em setembro, iniciamos uma série de lives com os músicos do Mawaca para que vocês conheçam as histórias por trás dos nossos projetos e de curiosidades que permeiam nosso trabalho. Você pode assistir as lives já realizadas na nossa página do Facebook ou no nosso canal do YouTube.

O primeiro bate-papo aconteceu com os instrumentistas da banda, Ana Eliza Colomar, Gabriel Levy, Armado Tibério, Ramiro Marques, Ricardo Zoyo, Valéria Zeidan e o ex-baixista Paulo Bira. Você pode conferir aqui .

A segunda live foi um bate-papo com as cantoras do grupo: Angélica Leutwiller, Cris Miguel, Cristina Guiça, Magda Pucci, Rita Braga, Sandra Oakh e Zuzu Leiva. E ainda teve um parabéns surpresa para a diretora musical que fazia aniversário no dia. Quer assistir esse momento? Clica aqui

A terceira live apresenta referências e histórias dos projetos Inquilinos do Mundo e Nama Pariret (voltado apenas para as cantoras).

 

A arte resiste a tudo!  Continue celebrando com a gente!

 

HISTÓRICO DA BANDA

O INÍCIO

A estreia profissional do grupo Mawaca (ainda com K na grafia) se deu com o show Do cantos pigmeus às canções escocesas, no Teatro Hall[1] e no Teatro Paulista,[2] em 1995.

Nos anos anteriores, entre 1992 e 1994, as cantoras se reuniam semanalmente como um grupo de estudos onde experimentavam sonoridades vocais de diversas partes do globo, com a colaboração de especialistas nativos nas línguas que cantavam. Em 1996, ainda com a primeira formação: Kitty Pereira, Magda Pucci, Fabiana Lian, Marta Espírito Santo, Valéria Piccoli, Cristiane Mariano, Rosana Araújo e Viviane Querino, o grupo apresentou o espetáculo cênico Sequenzas, no Teatro Tuca-Arena,[14] sob direção de Kleber Montanheiro. Na sequência, participou do Festival Internacional de Música Antiga e Tradição Oral em Curitiba.[15]

PRIMEIRO ÁLBUM COM FAIXA MULTIMÍDIA

Em 1998, com nova formação, o grupo lançou seu primeiro álbum, CD-Plus Mawaca no Instituto Cultural Itaú e na Livraria Ática, em São Paulo, com apoio de Lei de Incentivo à Cultura do Estado de São Paulo.[16]    O CD apresentava músicas como Allunde, Alluyá, Hotaru koi, Zemer Atik e outras pérolas do repertório mundial. A pesquisa de Magda Pucci foi registrada em uma criativa faixa multimídia que apresentava diversos aspectos da música e das culturas envolvidas no CD.

 

SHOW DE LANCAMENTO

SEGUNDO ÁLBUM – SEGUINDO O ASTROLÁBIO

Em 2000, o grupo lançou seu segundo álbum astrolabiotucupira.com.brasil em diversos espaços de São Paulo, como o teatro do Crowne Plaza,[20] Sesc Pompeia[21] e Centro Cultural São Paulo.  Gravado no Estúdio Zabumba por André Magalhães, o segundo CD do Mawaca apresenta canções africanas, portuguesas, indígenas, árabes, japonesas e italianas. Entre elas, os temas  “Roxinha da Sanabria” e “Ciranda Indiana”. O álbum conta com as participações especiais da cantora portuguesa   em “ ”; do compositor e cantor maranhense Tião Carvalho, na faixa “Cacuriá”, do baixista Célio Barros, nas faixas “Vinheta Astrolábio”, “Sete Mulheres do Minho” e “Cangoma”; e do grupo de percussão Meninos do Morumbi nas músicas “Tambores de Mina” e “Maracatus” (coletados por Guerra-Peixe). O CD foi lançado pela Ethos Music no Teatro do Sesc Pompeia em grande estilo e o Mawaca já ganhava um público cativo e interessado em conhecer as músicas de outros lugares do mundo.

FOTO COM TIAO CARVALHO

FOTO COM MM

 

TRILHA OS LUSÍADAS – TERCEIRO ÁLBUM

Em 2001, Magda Pucci foi convidada a compor a trilha do espetáculo Os Lusíadas, uma produção de Ruth Escobar, estreada na Estação das Artes, em São Paulo, com elenco de 53 atores e direção de Iacov Hillel. Magda musicou poemas de Luís de Camões adaptados pelo dramaturgo José Rubens Siqueira.[22][23] A trilha passeava por diversas sonoridades do mundo árabe, africano, indiano e criava ambientes sonoros para os diversos lugares pelos quais passaram os portugueses nas suas viagens rumo à Índia. Teve participações de diversos músicos como Ratnabali Adhikari, Marcus Santurys, Paulo Santos, Fabiana Lian, Regina Machado dentr outros e contou com a  preciosa colaboração de músicos do Mawaca, como Cíntia Zanco, Ramiro Marques (autores e arranjadores) e foi gravada com arranjos orquestrais, originando Os Lusíadas, terceiro CD do grupo.

CAPA LUSIADAS

Esse trabalho foi lançado em 2002 no Teatro Arthur Rubinstein e no Sesc Belenzinho com a participação da Orquestra Sinfonia Cultura regida pelo maestro João Maurício Galindo[24] em concerto gravado e exibido pela TV Cultura.

FOTO PRINT DE TELA DESSE CONCERTO

Empolgados com essa formação com orquestra, o grupo recebeu convite da Casa Portugal para realizar ao lado da cantora portuguesa Né Ladeiras uma apresentação no  Theatro Municipal de São Paulo,[25] com acompanhamento de orquestra de cordas, tendo os músicos Swami Jr. e Simone Sou como convidados.

FOTOS SHOW Theatro Municipal

MATERIA JORNAL ESTADAO e OUTRA

Em 2005, o repertório de Os Lusíadas foi apresentado novamente, dessa vez com a Orquestra Jovem de Guarulhos sob a regência de Emiliano Patarra.
VER SE TEM FOTO DISSO

 

ROCK IN RIO E CD DE REMIXES

Em 2001, o Mawaca apresentou-se na  ,[28][29][30][31][32] ao lado de grandes artistas da World Music como Régis Gizavo (Madagascar), Henri Dikongué (Camarões), Thierry Robin (França), Tyours Gnawas (Marrocos), Companyia Electrica Dharma (Espanha) e Värttinä (Finlândia). Magda Pucci foi a VJ dessa tenda entrevistando todos esses artistas.

FOTO ROCK IN RIO MAGDA CAPA JORNAL DO BRASIL

FOTO MATERIA JORNAL

Na ocasião, lançou um  CD de remixes produzido por Alex Antunes e lançado pela MCD. O CD possui faixas produzidas por Mauricio Bussab, anvilFX (aka Paulo Beto), André Abujamra, Andrea Gram, entre outros. Houve uma segunda tiragem desse CD para a Caixa Mawaca 10 anos, desta vez lançado pela Ethos Music e ampliado com mais três remixes: a canção “Tango dos Chavicos” pelo coletivo Visavis; a música de Hokkaido, “Soran Bushi”, por Marcos Xuxa Levy e “Acometado” por Paulo Bira, baixista da banda.

CAPA CAIXA MAWACA 10 ANOS

 CD E DVD PRA TODO CANTO

Em 2003, foi gravado o CD Pra Todo Canto, no Estúdio Zabumba, por André Magalhães. O trabalho foi lançado no Teatro Tuca-Arena, em São Paulo, em 2004.[34] Em 2005, foi a vez do DVD Pra todo canto, gravado ao vivo no teatro do Sesc Pompeia e lançado no ano seguinte no Sesc Vila Mariana.[35][36]

 

 

FOTOS SHOW LANCAMENTO

 

O repertório apresenta músicas de diferentes tradições com destaque para “As Sete Mulheres do Minho”, do compositor e poeta português Zeca Afonso; o tema indígena “Akoj té”, dos Ikolen-Gavião que, no arranjo, se encontra com a cantiga japonesa “Hotaru Koi”; e o canto sefardita “Tango dos Chavicos”, com participação de Thomas Howard no violão flamenco. Já em “Boro Horo”, o grupo reúne em uma só faixa “Hirigo”, um canto das mulheres indígenas Tupari, o horo búlgaro “Bre Petrunko” e a canção de runa finlandesa “Suuret Ja Soriat”.

O espetáculo Pra todo canto teve cenografia de Kiko Junqueira e Silvana Marcondes e figurinos de Cecília Borelli utilizando mandalas coloridas e cestarias indígenas. O grupo apresentou esse trabalho em diversos lugares do Brasil, com destaque para shows em várias unidades do Sesc – SP; projeto Café Filosófico, em Campinas, com curadoria de Arrigo Barnabé; participação no Festival Vox Brasilis;[37] Centro Cultural Banco do Brasil, no Projeto Encantadeiras,[38] com curadoria de Lu Araújo; Teatro Adamastor em Guarulhos; projeto de concertos didáticos Horizontes Musicais do Projeto Guri Santa Marcelina,[39] na Sala São Paulo; projeto São Paulo de todos os povos, no Museu da Casa Brasileira.[40]

 FOTOS SHOW

 

INCURSÕES PELO MUNDO SONORO INDÍGENA

Mawaca e Kayapó, no Sesc Pompeia (foto: Marcello Vitorino)

O Mawaca tem incluído músicas indígenas em seu repertório desde o início de sua carreira. Magda Pucci, além de musicista é antropóloga e tem especial interesse por essa temática, o que levou o grupo a conhecer e a participar de várias atividades e shows com a colaboração de artistas indígenas.

A primeira música indígena gravada foi “Koi Txangaré” do povo Paiter Suruí, no álbum astrolabiotucupira.com.brasil, em 2000.

Dois anos depois, Mawaca fez o show de abertura do evento Amazônia.br no Sesc Pompeia,[41][42] e teve a oportunidade de apresentar pela primeira vez, ao lado de Tetê Espíndola e Marlui Miranda, alguns temas desse repertório. No CD Pra todo canto, consta “Akoj té”, um canto dos Ikolen-Gavião, que seria regravado no CD Rupestres Sonoros.

Grupo Mawaca com os Huni Kuin, Acre (foto: Eduardo Vessoni)

FOTO DESSE SHOW

 

Em 2004, os indígenas Wauja do Xingu foram a São Paulo participar do Fórum Mundial e se apresentaram junto ao Mawaca, com participações do músico curdo Şivan Perwer e de Carlinhos Antunes, no teatro do Sesc Vila Mariana.[43][44]

 

FOTO DESSE SHOW _ TEM TRECHO DE VIDEO DO SESC

Durante seu mestrado, Magda trabalhou durante alguns anos com os Paiter Suruí de Rondônia, e realizou a digitalização do acervo da antropóloga Betty Mindlin e trabalhou nas traduções de narrativas e músicas durante oficinas organizadas por esse grupo. Durante esse período, Magda pesquisou em acervos músicas de outros povos.

Como fruto do amadurecimento da pesquisa, veio o CD Rupestres Sonoros – o canto dos povos da floresta, produzido por Marcos Xuxa Levy e Paulo Bira. O repertório apresenta parte da diversidade musical dos povos indígenas brasileiros, com recriações e arranjos contemporâneos para canções dos povos Paiter Suruí, Ikolen-Gavião, Pakaa Nova de Rondônia, Kayapó do Xingu e Huni-Kuin do Acre. Além dos cantos tradicionais indígenas, Magda Pucci compôs três peças inspiradas em nomes de povos indígenas: “Asurini”, “Tupari” e “Waiko Koman”. O compositor francês Philippe Kadosch compôs o tema “Mawaca”, que abre o trabalho e conta com participação especial de Tetê Espíndola. Destaque também para a participação de Marlui Miranda na faixa “Matsa Kawa”, do povo Huni Kuin. O CD foi lançado em show no no Auditório Ibirapuera, em 2009.[45][46]

 

 

Em 2009, O CD Rupestres Sonoros ficou em quarto lugar no ranking do World Music Charts, e ganhou uma excelente crítica na revista inglesa Songlines pelo crítico Jill Turner. que comparava o trabalho com as obras de Phillipe Glass e do Värttinä. O compositor minimalista Terry Riley, ao ouvir esse CD, comentou com o trompetista norte-americano Jon Hassel que ele  considera o Mawaca um dos grupos que faz  uma das músicas mais interessantes Brasil. O CD recebeu também uma boa crítica do jornalista português Luís Rei, na coluna Crônicas da Terra.

Percussion, minimal instrumental accompaniment, vocal chants, improvisations and ambient sounds are layered to create a musical tapestry which is primordial, ritualistic, bold and dramatic in nature.  Polyphonic choirs congregate with global shaman to unleash the magical power of words and the hypnotic qualities of drums. The ceremonies begin, spirits evoked, the creator appeased and finally the world is brought  back from an apocalyptic brink. Sounding similar to a Philip Glass opera, the overall feel is one of a performance soundtrack to a contemporary dance piece perhaps, no surprise, given Mawaca’s sell out theatrical stage shows.  (Jill Turner)

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Outro formato Citação

“Não mexemos nada na melodia nem na letra das canções indígenas, mas o tratamento dado aos temas é que foi bem diferenciado, no sentido que trazer essa música para os tempos atuais. Eu escrevi os arranjos acústicos e o Xuxa Levy acrescentou vários elementos eletrônicos, assim como sampleou sons de máquina de escrever, de garrafas, de latas, pias de cozinha que quando percutidas, soavam completamente estranhas à sonoridade acústica dos instrumentos do Mawaca. Esse movimento de aproximar os opostos, tecnologia + primitivo, tradicional + contemporâneo é algo presente na vida dos povos indígenas de hoje, que estão se adaptando cada vez mais à vida social do homem da cidade, do “homem branco”. Hoje, os índios têm um interesse em se conectar com o mundo, querer ser reconhecidos como cidadãos brasileiros com todos os direitos como votar, se candidatar a cargos públicos etc. Assim, esse contraste entre o moderno e o tradicional já não soa tão estapafúrdio para os nossos ouvidos. E assim, conseguimos ampliar o raio de ação dessa música, sempre resguardada aos estudos antropológicos, etnomusicólogos e alguns poucos interessados. A ideia é fazer que essa música seja ouvida por qualquer pessoa mesmo que ela não tenha nenhuma conexão ou interesse pelo universo indígena. Queria muito que, ao ouvir essa música, as pessoas se perguntassem de onde ela vinha e daí passariam a conhecer um pouco sobre os povos indígenas”

Em 2010, o grupo gravou o DVD Rupestres Sonoros ao vivo no Auditório Ibirapuera, com participações de Marcos Xuxa Levy e Carlinhos Antunes, cenografia de Silvana Marcondes, videocenário de Panais Bouki e figurinos de Jessica Vidal. No ano seguinte, o grupo relançou esse DVD na celebração de seus 15 anos em show no Sesc Pinheiros.[51]

FOTO SHOW SESC PINHEIROS

Em 2011, o grupo viajou em turnê pela Amazônia, visitando os estados de Rondônia, Acre e Amazonas.[52][53][54][55] Durante essa visita a seis aldeias e capitais, o grupo realizou intercâmbios musicais com indígenas dos grupos Paiter Suruí; Ikolen Gavião; Karitiana; Huni-Kuin; Kambeba e da Comunidade Bayaroá (formada por povos do Rio Negro).[56]

 

O registro desses encontros está presente no documentário Cantos da Floresta, de Eduardo Pimenta, que foi exibido na Womex de Thessaloníki na Mostra ZIM,[57] no Azerbaijão;[58] e no 42. Congresso do ICTM[59] – International Council of Traditional Music em Xangai.[60]

LINK DOCUMENTARIO DOC Amazonia

 

Ibã Kaxinawá foi um dos convidados especiais que se apresentou com o Mawaca no show ‘Cantos da Floresta’, no Teatro Anhembi Morumbi, em São Paulo (foto: Eduardo Vessoni)
Ibã Kaxinawá foi um dos convidados especiais que se apresentou com o Mawaca no show ‘Cantos da Floresta’, no Teatro Anhembi Morumbi, em São Paulo (foto: Eduardo Vessoni)

Rupestres Sonoros foi apresentado em duas viagens internacionais: no Festival Du Chien Rouge, em Cannet de Maures, França[61] e no Bicentenário de Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia.[62][63]

FOTO CARTAZ FESTIVAL FRANÇA ver se tem link sobre isso no site

FOTO MATERIAS DE JORNAL DA BOLIVIA ver se tem link sobre isso no site

Em 2012, o grupo realizou o show Cantos da Floresta em prol dos Guarani Kaiowa, no Teatro Anhembi-Morumbi, com a participação de Ibã Salles do povo Huni Kuin e de integrantes da Comunidade Bayaroá de Manaus.[64] Nessa ocasião, foi realizada uma exposição de fotos da turnê pela Amazônia realizadas por Eduardo Vessoni e Eduardo Pimenta.

LINK PARA FOTOS EXPOSIÇÂO OU FOTOS AQUI

A parceria com Ibã Sales continuou, em 2013, em show e oficina no Museu Nacional dos Correios de Brasília,[65][66] e se desdobrou em oficinas e participação especial em show no Estúdio Mawaca.[67]

FOTO SHOW BRASILIA

Em 2015, esse espetáculo foi escolhido para ilustrar a Mostra Variações do Corpo Selvagem: Eduardo Viveiros de Castro, no Sesc Ipiranga.[68]

CARTAZ DO EVENTO SESC IPIRANGA

Em 2018, as cantoras do Mawaca realizaram um show com Djuena Tikuna, cantora dos Solimões, no Estúdio Mawaca, na Semana de Saberes Indígenas.[69]

FOTO DJUENA COM CANTORAS

Em abril de 2019, uma formação reduzida do grupo se apresentou no evento Boteco da Diversidade, no Sesc Pompeia, onde importantes questões sobre o tema “Terra e Justiça Social” foram debatidas por lideranças como Ailton Krenak e Davi Kopenawa Yanomami.

FOTO?

Também em 2019, foi realizado o espetáculo Mekaron, com Mawaca e o grupo Kayapó da aldeia Moykarakô, do Sul do Pará, no Sesc Pompeia, ambientado com fotos do indigenista Renato Soares.[70][71][72]

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Mawaca e Kayapó, no Sesc Pompeia (foto: Amanda Moraes)
Mawaca e Kayapó, no Sesc Pompeia (foto: Amanda Moraes)

IKEBANAS MUSICAIS – REPERTÓRIO JAPONÊS

O interesse pelo repertório musical japonês (clássico e minyo) conecta o Mawaca à comunidade nipônica, em São Paulo, através das figuras de Tamie Kitahara, professora de koto e shamisen de Magda Pucci e Kitty Pereira, e de Jo Takahashi, ex-diretor da Fundação Japão, que muito incentivaram o grupo a se enveredar por esse universo cultural. Essa forte conexão propiciou intercâmbios com músicos japoneses ou pesquisadores de música japonesa como Rinken Band de Okinawa, Tamie Kitahara, Wadaiko Sho, Shen Ribeiro, Daniela e Débora Shimada e Esashi Ensamble. Em 2008, por ocasião do Centenário da imigração japonesa ao Brasil, Mawaca se apresentou com a Orquestra Jazz Sinfônica (regência de João Maurício Galindo e arranjos de Cíntia Zanco) e o grupo de taiko Wadaiko Sho no Grande Auditório do Anhembi.[91][92] Como resultado dessa aproximação, o grupo criou o espetáculo Ikebanas Musicais, gravado em DVD ao vivo no Sesc Pinheiros[93][94] e lançado em 2012 no Auditório Ibirapuera,[95] com forte presença da comunidade japonesa.[96][97][98] Esse show foi apresentado em diferentes espaços, como o Festival de Cultura Japonesa na Ilha Grande;[99] no evento Brasil Japão + 100 anos de Integração no Teatro WTC;[100] no CENFORPE em Mogi das Cruzes;[101] no Espaço Cultural da Fundação Japão,[102] entre outros. O espetáculo contou com imagens da artista visual Erica Mizutani e figurinos de Jessica Vidal. Posteriormente, como resultado da imersão nessa cultura, Magda Pucci foi convidada a escrever um artigo sobre a inserção da música japonesa na educação musical brasileira pela revista da ABEM – Associação Brasileira de Educação Musical.[103]

FOTO IKEBANAS

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INQUILINOS DO MUNDO – OLHAR PARA OS REFUGIADOS E IMIGRANTES

Após uma experiência com refugiados em São Paulo, Magda Pucci passou a trabalhar um repertório focado na memória de pessoas que precisam deixar seus lugares de origem. A convite do Sesc, realizaram o show Visto Livre que mais tarde se transformou no espetáculo Inquilinos do Mundo, gravado ao vivo em 2012 no Estúdio NaCena e produzido pelo músico finlandês Pekka Lehti, baixista e produtor do grupo Värttinä, grande influência no início da carreira do Mawaca.

Esse projeto se transformou num CD e DVD e apresenta melodias e ritmos dos povos nômades, refugiados, exilados e ciganos de todo o mundo. O DVD Inquilinos do Mundo foi filmado e editado por Olindo Estevam da Paiol Filmes, com direção musical de Magda Pucci. Contou com a participação dos músicos Thomas Howard (violão flamenco), Leo Sideratos (bouzouki grego), Beto Angerosa (percussão), Sérgio Serrano (colheres) e Marcelo Pretto (voz). Produzido pela Ethos Music com apoio colaborativo dos fãs pelo Catarse.

LINK TEASER INQUILINOS  https://www.youtube.com/watch?v=4yej6yuivVo 

FOTO SHOW  e LINK PARA MATERIA DENTRO DO SITE

O CD e DVD Inquilinos do Mundo foi lançado no Teatro do Sesc Pompeia,[73] com direção cênica de Daniela Nefussi. Abriu o Festival de Música e Dança dos Bálcãs no Sesc Pompeia[74] e foi também apresentado no Auditório Ibirapuera;[75][76] no Museu da Casa Brasileira ;[77] Sesc Ipiranga; Festival de Inverno de Atibaia;[78][79] Sesc Sorocaba;[80][81] Sesc Santo André; nas comemorações de Aniversário da cidade de São Paulo, no SESC Consolação;[82] na Virada Cultural de São Paulo;[83] na Virada Cultural no interior;[84] no Sesc Interlagos;[85] no Sesc Itaquera;[86] Teatro Polytheama (Jundiaí),[87] no Festival de Itabira (MG);[88] no Sesc Registro;[89] no Teatro Adamastor em Guarulhos, no Centro Cultural Justiça Federal  no Rio[90] e outros espaços.

FOTOS SHOW

PELO MUNDO COM MAWACA – PARA CRIANÇAS

O Mawaca sempre encantou as crianças com seu repertório multicultural. A premiada escritora Heloísa Prieto, entusiasmada com a riqueza de informações contidas nas canções do Mawaca, escreveu com Magda Pucci o livro-CD De todos os cantos do mundo, lançado em 2005 pela Cia das Letrinhas.[104] Baseado nesse livro, foi criado o espetáculo teatral multimídia Pelo mundo com Mawaca, com direção cênica de Wanderley Piras, que conta as histórias das músicas com recursos como bonecos, teatro de sombras e projeções. Com músicas coletadas de países como França, Albânia, Tanzânia, Índia, Portugal, Israel e Brasil, Pelo mundo com Mawaca teve estreia no Sesc Belenzinho, em 2013, e seguiu em temporadas e apresentações no Sesc Consolação;[105] Teatro Viradalata;[106] Itaú Cultural;[107] Festival Conte Outra Vez em Recife,[108] onde se apresentou no histórico Teatro Santa Izabel;[109] Caixa Cultural de Recife,[110] Brasília,[111] Fortaleza[112] e Curitiba,[113] Teatro Municipal de Botucatu.[114] Integrou a programação da Mostra de Cinema Infantil Florianópolis.[115] Foi também apresentado na Casa Natura Musical,[116][117] no Sesc Ginástico do Rio de Janeiro e no XI Festival Paideia de Teatro, no Teatro Paulo Eiró.[118] Esse espetáculo teve também 12 apresentações no Sesc Santos no projeto Escola no Teatro, em parceria do Sesc com a Secretaria de Educação de Santos e conta com videocenário de Adriano Carvalho e figurinos de Yasmine Zaitune. O grupo também realizou oficinas para crianças utilizando esse repertório como fio condutor.[119]

Em 2015, é lançado o livro infanto-juvenil Contos Musicais, ficção que entrelaça personagens reais que fazem parte da história do Mawaca com os enredos das canções. Foi escrito por Magda Pucci e Heloísa Prieto e publicado pela Leya [120]

Em 2018, o repertório do trabalho Pelo Mundo com Mawaca foi apresentado num concerto com a Orquestra de Cordas de Jundiaí, sob regência de Claudia Feres,[121][122] no Teatro Polytheama (Jundiaí).

TEASER SHOW INFANTIL

foto: Daniel Kersys

VOLTA ÀS ORIGENS – AS MUITAS VOZES DA VOZ

Show Nama Pariret – Rita Braga, Cris Miguel, Magda Pucci, Angélica Leutwiller, Zuzu Leiva,Valéria Zeidan. Sesc Pompeia, 2016 Foto: Amanda Moraes

Em 2016, as cantoras do Mawaca Angélica Leutwiller, Magda Pucci, Cris Miguel, Zuzu Leiva e Rita Braga se somaram à percussionista Valéria Zeidan e criaram um espetáculo apenas com vozes e percussões, relembrando os primórdios do grupo quando era exclusivamente vocal a capella. Com um repertório que costura diferentes musicalidades recolhidas nas tradições orais, é concebido o espetáculo Nama Pariret – As muitas vozes da voz.[123] É uma retomada da pesquisa sobre vozes femininas e que acaba por revelar histórias de mulheres de várias partes do mundo.[124]

O espetáculo teve estreia no Sesc Pompeia e passou por espaços como Casa de Francisca, Casa Jaya, Sesc Santo Amaro, Estúdio Mawaca, Teatro Itália,[125] além de uma temporada no Teatro Centro da Terra[126] em São Paulo. Esse show intimista foi apresentado no Festival Circulasons, em Londrina, com curadoria de Janete El Haouli;[127] na 8. Mostra Leão do Norte em Garanhuns (PE), em 2017 e na 9. Mostra Leão do Norte,[128] em Caruaru,[129] com curadoria de Sonia Guimarães, na Casa dos Cordéis, Sesc Campo Limpo, Casa de Francisca, Sesc Santos, Casa Jaya. Foi também destaque no Festival Lótus, em Brasília, em 2018[130] e abriu o X Simpósio Internacional de Musicologia da EMAC/UFG em Pirenópolis – Goiás.[131][132]

LINK PARA MATERIA INTERNA SOBRE ESSE SHOWPOMPEIA

Viagens internacionais

Espanha

A primeira turnê internacional do grupo se dá em 2002, para a Espanha, quando o grupo se apresentou no aclamado Festival Etnosur[133][134] na cidade de Alcalá la Real em Jaén (província da Espanha), para um público de mais de 5000 pessoas; no Festival Festigal[135][136] em Santiago de Compostela e finalizando a turnê, na antológica Sala Suristán em Madrid. Em 2003, retorna à Espanha para participar da Womex,[137] em Sevilha, como artista selecionado.

FOTOS SHOWS ESPANHA

Alemanha

Em 2006, o grupo foi selecionado para se apresentar no 18.ª edição da feira mundial da música Popkomm Kulturbrauerei[138][139][140] em Berlim, junto a artistas brasileiros como Chico César, Carlos Malta, Maria Alcina, Yamandu Costa, Naná Vasconcelos, Fabiana Cozza, entre outros. O festival teve apoio do Ministério da Cultura do Brasil durante a gestão do governo de Gilberto Gil que esteve presente na abertura do evento. Mawaca apresentou o embrião de seu show indígena Rupestres Sonoros com a participação de Marcos Xuxa Levy nas bases eletrônicas.

FOTO POPKOMM

Bolívia

Mawaca esteve 4 vezes na Bolívia sob a produção de Walter Malta. A primeira aconteceu em 2007, como grupo convidado do Festival Internacional de Artes Cênicas de Santa Cruz de la Sierra,[141] com o show Pra todo canto. No ano seguinte, foi novamente convidado para participar do FITAZ – Festival Internacional de Teatro de La Paz.[142] No mesmo ano retornou para participar do Festival Patrimonial e Intercultural de Sucre. Em 2010, apresentou o show Rupestres Sonoros no Bicentenário da Gesta Libertária de Santa Cruz de la Sierra.[143]

MATERIA JORNAL

China

Mawaca esteve três vezes na China. Em 2010, o grupo foi convidado a realizar uma temporada de 24 shows na America Square, durante a importante feira mundial Expo 2010 – Expo Shanghai. O grupo teve uma destacada atuação visto que foi convidado especialmente pelo Comitê Chinês para integrar a programação geral do evento, em projeto de colaboração Brasil-China.[144] Tamanha foi a repercussão da performance do Mawaca em Xangai que o grupo foi convidado a se apresentar por mais duas vezes em festivais na cidade histórica de Hangzhou: Em 2011, no World Leisure Expo,[145] quando ganhou o prêmio de melhor performance do festival, e em 2013, no West Lake International Festival Hangzhou.[146] Em 2012,o grupo licencia o CD astrolabiotucupira.com.brasil, lançado na China pela gravadora A-Peer Synergy.

VIDEO MOLIHUA EXPO SHANGHAI
CAPA ASTRO EM CHINES

Portugal, Grécia e França

Em 2010, o grupo foi para Portugal para participar do VII Encontro de Culturas de Serpa no Alentejo Central que contou com a presença de artistas da Argentina, Cabo Verde, Cuba, Espanha, Moçambique, México e Sérvia, como Emir Kusturica & No Smoking Orchestra, Pablo Milanés, Timbila Muzimba, entre outros.[147]

O grupo foi convidado, em 2012, a realizar uma apresentação no 40. Congresso de Educação Musical da International Society of Music Education, em Thessaloniki, Grécia, dividindo o palco com o violonista Yamandu Costa e o músico pernambucano Antônio Nóbrega.[148] O evento foi organizado por Magali Kleber com apoio da Fundação Nacional de Artes – Funarte.[149]

FOTO SHOW GRECIA

Em 2013, o grupo viaja para a França e participa do Festival du Chien Rouge, na região da Provença, a convite da produtora Espírito Mundo, onde apresentou o show Rupestres Sonoros.[150]

Outros

O Mawaca, pelo seu caráter multicultural, sempre esteve aberto a conexões e projetos envolvendo intercâmbios sonoros e artísticos em geral. Como consequência desse interesse, foram muitos os projetos pontuais dos quais participou.

Em 2004 dividiu o palco com as Ceguinhas de Campina Grande no Centro Cultural Banco do Brasil do Rio e de Brasília, e no Recbeat, em Recife.[151]

Em 2006, apresentou-se com a cantora Ceumar, no projeto para crianças Lé com Cré, com curadoria de Teca de Alencar Brito, no Centro Cultural Banco do Brasil de São Paulo.[152]

Participou, em 2011, da primeira edição da viagem cultural Navegar é preciso pelo Rio Negro organizada pela Livraria da Vila. Uma formação menor do grupo realizou um show de abertura do evento e acompanhou os encontros literários com os escritores José Eduardo Agualusa, Laurentino Gomes, Ilan Brenman, Cristovão Tezza e Mary Del Priore.[153]

MATERIA JORNAL VESSONI

Em maio de 2011, tocou com o grupo Merkén, do Chile, no evento “Conexão Latina” no Memorial da América Latina, em São Paulo.[154][155]

Em 2012, as cantoras do Mawaca também realizaram shows com cantos do Sul da Itália com a cantora e percussionista italiana Alessandra Belloni no Espaço Cachuera! e no Teatro Oficina.

Em 2017, o grupo participou do tradicional festival XVII Encontro de Culturas da Chapada dos Veadeiros em show comemorativo com a participação especial do violeiro João Arruda.[156]

VIDEO? OU FOTO

Em 2018, Mawaca celebrou seus 23 anos em show no Auditório Ibirapuera. Além da ocasião comemorativa, o show foi realizado com o objetivo de arrecadar verba para o tratamento de saúde do percussionista da banda, Armando Tibério, hoje plenamente recuperado. Muitos amigos participaram como convidados especiais do espetáculo: Renato Braz (canto), Miguel Briamonte (piano), Eduardo Contrera (violão), Edgar Bueno (tablas), Jorge Peña (percussão), Duo Ello (Carlos Stasi e Luiz Guello), Marcelo Pretto (voz), Silvanny Sivuca e Banda Alana (percussão), Luciano Khatib (cajón) e Roberto Angerosa (derbak).[157][158][159]

Em 2020, participou ativamente da Semana da Arte Contra a Censura, criada pelo Movimento Artigo Quinto, nas escadarias do Teatro Municipal[160][161] e da gravação do videoclipe da música “Samba do Artigo Quinto”, realizada na sede do Estúdio Mawaca, sede do grupo.

Há alguns anos, as cantoras do Mawaca têm desenvolvido parceria com o compositor francês Philippe Kadosch que compôs especialmente para elas temas como “Mawaca” (gravado no CD Rupestres Sonoros), “Le Crabe” e “Kaprolin”, apresentados em shows no Sesc Santos e na Casa de Francisca em 2016.[162]

VIDEO LE CRABE
VIDEO KAPROLIN

Em 2017, a convite do Festival Música Estranha,[163] as cantoras do Mawaca fizeram uma residência com o quarteto dinamarquês We like We e depois realizaram um concerto na Conservatório Dramático e Musical de São Paulo na Praça das Artes de São Paulo.[164]

FOTO E VIDEO WE LIKE WE

SEDE DO GRUPO – LINK SITE ESTUDIO MAWACA

Em 2015, o grupo ganhou sua própria sede que se transformou no espaço cultural Estúdio Mawaca,[165] onde são compartilhadas expressões artísticas diversas – música, dança, artes visuais, projetos audiovisuais – em diferentes formatos: shows, oficinas, cursos, mostras cinematográficas, residências artísticas e outras possibilidades. Já no ano seguinte, foi contemplado no edital ProAC de São Paulo na categoria Território das Artes e pode oferecer uma programação diversificada com entrada franca, atendendo professores da rede pública de São Paulo.

O espaço vem recebendo artistas brasileiros e de várias partes do mundo para apresentações intimistas, intercâmbios, oficinas, teatro infantil e cursos para professores e interessados. Já passaram pelo Estúdio Mawaca: Sutari Band[166] (Polônia), Esashi Ensemble[167] (Japão), We like We (Dinamarca), Goran Alacki[168] (Macedônia), Mariana Paunova[169] (Bulgária), Fanta Konaté[170] (Guiné Conacri), Lenna Bahule (Moçambique), Chalanes del Amor[171] (México), Chrysanthi Gkika (Grécia).[172]

Como uma das atividades fixas do espaço, foi criada a Cia. Coral Mawaca[173] que desenvolve o repertório do grupo e suas pesquisas sobre músicas do mundo com interessados, realizando apresentações semestrais.